A fortuna que eu ganho
A passageira mais linda do ponto embarcou no meu táxi. Uma morena de parar o trânsito. Em determinado ponto da corrida, sem mais nem menos, ela me saiu com a seguinte frase:
- Mauro, sabe que, uma noite dessas, perdi o sono por tua causa?
Bah, quase bati o carro! Virei-me para ela com o coração aos pulos, pronto para me declarar seu escravo, quando a morena tratou de esclarecer a questão:
- Eu tenho o hábito de ler para esperar o sono. Nessa noite eu comecei a ler o teu livro. Li uma, duas, três páginas. Quando vi, tinha chegado à última folha e o dia já amanhecia. Uma delícia, parabéns!
Outro relato gratificante foi o da
Sara, que mora em Florianópolis. Ela comprou o meu livro pela Internet e escreveu o seguinte em seu blog:
"Chego do trabalho, morta de cansaço, hoje não foi um dia bom. Verifico minhas correspondências e que surpresa! Junto a três envelopes e a um jornal publicitário, lá está a minha encomenda! Oba!
Abro o pacote, observo o vermelho, o branco e as finas listras azuis, leio a capa, a contra capa, o verso, folheio rapidamente e não sei por onde começar...
Penso: qualquer página! Abro na 120, "Conforto espiritual", apesar do título ser duvidoso pro meu gosto literário e eu ainda estar em pé com os saltos comendo meus calcanhares, inicio a leitura. Quando termino, nossa! Foi isso que eu disse bem baixinho:
- Nossa!
Esparramo-me no sofá, leio aleatoriamente pelo menos mais umas quatro páginas e acabo atrasando o jantar... Divertido e inteligente - Taxitramas, diário de um taxista, de Mauro Castro - acertada aquisição."
Quando me perguntam se ganho alguma coisa com meus escritos, costumo dizer que sim, que sou regiamente remunerado. É que, para mim, depoimentos como esses valem uma fortuna.